Não precisava ser o fim! Embora já não parecesse ter mais nenhum sentido continuar. Sempre tive dificuldade de lidar com meu Eu. Principalmente daqui debaixo, deste lugar úmido e tão cheio de trevas onde eu me encontro. Me encarar fazia parecer ter o dobro do peso que teve.
Eu não a culpo, acho que nem ela mesma podia acreditar na facilidade com que os fatos ocorreram. Mas a verdade é que eu havia caído, primeiro de amor, depois caia, descrente, por ver como havia me deixado enganar e uma terceira queda, estava por vir, e essa era pior do que suas antecessoras. Eu caia diante de mim, caia numa profunda auto piedade, embora muitas vozes viviam para enaltecer algumas qualidades minhas que eu ainda não consigo ver. Escrever meus sentimentos aqui, por exemplo, me trouxe muitos elogios e isso me dá força para me reerguer. Eu preciso de carinho pra viver, preciso que me precisem, preciso me sentir parte. Me senti parte com ela, e ainda é difícil crer que era só parte de uma ilusão. Engraçado como a paixão se transformou em ressentimento, como agora era tudo tão sombrio.
As coisas que ouvi ela dizer, que requinte de crueldade, as palavras dela me soam agora na cabeça. Gritam como sinos anuciando a viagem derradeira.
Embora eu a isente da culpa, ela era muito cruel, insensível até.
Eu não me julgo vingativa, tampouco desejo a ela o mal, mas é justo que eu sofra e ela continue ali, altiva, vivendo sua vida?
Novamente eu cometo o erro. Sou eu que não devo me comover, sou eu que não devo ter pena de mim, sou eu que devo pensar no porvir, sou eu que devo erguer a cabeça e caminhar.
Não é preciso chegar ao fim! E mesmo que a ótica da questão seja essa: O FIM! o que é o fim, senão, um novo começo.
O começo de um novo eu, mais forte, e assim mesmo, ainda impulsivo e passional.
São, pra mim, duas qualidades que eu não quero perder, a impulsividade e a passionalidade.
E assim declaro minha força, tentando acreditar que um dia eu mereça alguém que queira o que sou, exatamente como sou.
Ao passo que sinto enstranhamento em me encarar diante do espelho, percebo que coisas incrívelmente absurdas podem criar as veredas de cada dia. Então eis que surge a pergunta chave: ISTO É A VIDA REAL?
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Força
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Desculpe-me, mas estive por aqui lendo o seu blog!!
ResponderExcluirAbraço Ademar!!!
parabens betinha *_*
ResponderExcluiralém de escrever bem, escuta nossos elogios, estou super orgulhosa de voce :D