quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CANÇÃO PRA LAURA

Era pra ser só um dia
Um dia igual e foi melhor
Quando conheci linda menina
Pequena flor, Raio de sol

Tudo virou melodia
Bastou sorrir e tudo mudou
Me fez viver alegria
O seu olhar me conquistou

Com você tudo é tão simples
Como tem que ser
Mostrou que pra amar
Tem que se dar pra valer

Ô Laura, Ô Laura
Eu nunca vou te esquecer

E essa canção eu fiz pra dizer
Eu te agradeço
Por tudo de bom
Que é você!

Ô Laura, Ô Laura
Eu nunca vou te esquecer

Com você tudo é tão simples
Como tem que ser
Mostrou que pra amar
Tem que se dar pra valer

terça-feira, 11 de agosto de 2009

CAOS

Flutuo,
minha mente vagueia por toda minha vida
Avalio, reavalio
Somente avarias
Insumos das coisas que desenhei
Com olhos de inôcencia desejei

Estranho
Falácia e muito barulho
Murmurio
em slowmotion
segundo a segundo

E se repete
mas não em sequencia
apenas se repete
e segue, segue, segue
até estar de volta
no ponto onde partiu

Fere
Sagaz, Audaz
Doce algoz
sorrisos e a suave voz
Atrai e repele
e continua
grudado na pele
tatuado no peito

Afinal
cheios de defeitos
e não menos, cheios de desejo
inocentes, culpados
ligados, desligados
encantados, despeitados
ainda assim, apaixonados

Sempre apaixonados
errando, acorrentados
ao que sempre foi verdade
e de verdade nunca foi...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Doce Encanto

És tão Doce Encanto

Que me faz ter vida

És tão suave canto

Que meu pranto

Veio enxugar

Procuro...

De onde surgiu?

Sinto...

Que o amor me sorriu!

Vem menina

Dançando em minha retina

Bailarina

Que tua beleza é minha sina

Me enebria com teu riso

Se aproxima

E em teu beijo perco o juizo



Que é você que quero e preciso

És tão doce encanto

Que meu canto

Vem brindar...

sábado, 18 de julho de 2009

ME ADORA

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

sexta-feira, 12 de junho de 2009

TEMPO


Quanto tempo é preciso para sentir amor?

Aquele que te toma os pensamentos, te faz querer voar.

Aquele que te faz ter vontade cuidar, te faz querer ser o melhor.

Quanto tempo?

Mas pra que o tempo se tudo é tão relativo, pra que espelhar-se em outros modelos.

Por que não o seu proprio modelo.

Eu amo você!

Do meu jeito, exagerado de ser.

Mais é meu jeito e foi por esse jeito que você ficou, me escolheu.

Do jeito que tem que ser.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um Sonho...

Será que tudo isso é um sonho?
Algo que não posso tocar...
Não posso ver...
Mais sei que está aqui
Porque posso sentir
É tão intenso, é tão real.
Sempre esteve aqui e eu antes
Não me dava conta
Me conquistando aos poucos
Com atenção, compreensão
Nos gestos mais simples
Você me faz sorrir
Não vá embora anjo bom
Não deixe de ser o que é
Me sinto melhor quando
Eu também te faço sorrir
Me trouxe de volta a vida
Me deixe então ficar anjo bom
Deixe me viver contigo
Suas experiências, suas expectativas
E viva comigo as minhas
Por favor, não seja mais sonho
Seja real!

terça-feira, 14 de abril de 2009

O que há em mim?

"O MEDO SE VAI, EU BUSCO NO HORIZONTE OS SONHOS QUE DEIXEI PRA TRÁS, POR NÃO SABER VIVER. E HOJE FALO DE AMOR, POIS ONTEM, EU TE DIGO AMIGO, QUE VIVI NA DOR SEM HESITAR..."
Agora percebo que já não sei mais quem sou.
Pra onde foram aqueles sonhos que me faziam querer viver, em que esquina da vida me perdi de mim?
Eu me entreguei a esse ideal de amor, e parece que a vida deixou de andar quando a possibilidade do amor se foi.
Mas pra onde foi? E porque foi?
Eu tinha tantos planos, tinha idealizado fazer alguém feliz e queria com esse alguém ser feliz também.
Só restaram os cacos deste ideal.


" Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável"



sábado, 11 de abril de 2009

Esperança

Do vazio turbulento e ensurdecedor à calmaria de aceitar o destino de tudo. Encontro-me tranquila agora que sangrei até a última gota.
Sem voz, sem lágrimas, sem sangue.
Findou a dor, ainda resta um pouco da humilhação, ainda resta um pouco da frustração por ter entregado o que há de melhor em mim.
Eu quis dar o meu melhor, eu quis ser o melhor.
O problema é que ainda quero e tenho medo de descobrir que talvez eu nunca tenha a chance de viver esse sentimento de verdade.
Mas de que valeria a vida, de que valeria continuar a caminhada se não houvesse razão para tal luta?
Depois de encontrar novas forças, agora espero recobrar a esperança.
Esperança de voltar a dizer "Eu te amo!"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Força

Não precisava ser o fim! Embora já não parecesse ter mais nenhum sentido continuar. Sempre tive dificuldade de lidar com meu Eu. Principalmente daqui debaixo, deste lugar úmido e tão cheio de trevas onde eu me encontro. Me encarar fazia parecer ter o dobro do peso que teve.
Eu não a culpo, acho que nem ela mesma podia acreditar na facilidade com que os fatos ocorreram. Mas a verdade é que eu havia caído, primeiro de amor, depois caia, descrente, por ver como havia me deixado enganar e uma terceira queda, estava por vir, e essa era pior do que suas antecessoras. Eu caia diante de mim, caia numa profunda auto piedade, embora muitas vozes viviam para enaltecer algumas qualidades minhas que eu ainda não consigo ver. Escrever meus sentimentos aqui, por exemplo, me trouxe muitos elogios e isso me dá força para me reerguer. Eu preciso de carinho pra viver, preciso que me precisem, preciso me sentir parte. Me senti parte com ela, e ainda é difícil crer que era só parte de uma ilusão. Engraçado como a paixão se transformou em ressentimento, como agora era tudo tão sombrio.
As coisas que ouvi ela dizer, que requinte de crueldade, as palavras dela me soam agora na cabeça. Gritam como sinos anuciando a viagem derradeira.
Embora eu a isente da culpa, ela era muito cruel, insensível até.
Eu não me julgo vingativa, tampouco desejo a ela o mal, mas é justo que eu sofra e ela continue ali, altiva, vivendo sua vida?
Novamente eu cometo o erro. Sou eu que não devo me comover, sou eu que não devo ter pena de mim, sou eu que devo pensar no porvir, sou eu que devo erguer a cabeça e caminhar.
Não é preciso chegar ao fim! E mesmo que a ótica da questão seja essa: O FIM! o que é o fim, senão, um novo começo.
O começo de um novo eu, mais forte, e assim mesmo, ainda impulsivo e passional.
São, pra mim, duas qualidades que eu não quero perder, a impulsividade e a passionalidade.
E assim declaro minha força, tentando acreditar que um dia eu mereça alguém que queira o que sou, exatamente como sou.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Exílio

Uma vez que a alma se entorpece, como é que descobrimos ser capazes de continuar?Busquei ser forte e dei de ombros aos meus próprios sentimentos. Não parecia ter orgulho próprio, queria não me importar com isso, afinal, não era nada importante.Uma confusão de sentimentos começava a gritar dentro de mim, a cabeça guardava tudo como um velho baú de recordações.Deixei de ser a figura engraçada e amistosa, dando lugar a uma outra, amarga e desiludida.Cheia de uma dor que nunca havia sentido, percebi que eu não me conhecia.Tinha vivido muitas histórias de amor, todas elas sem um final feliz, mas eu havia criado uma redoma impenetrável, me mantinha segura ali naquela bolha. Dessa vez eu havia pulado, não tinha necessidade de continuar dentro da bolha. Eu ansiava viver aquele amor. Tudo era tão desejado, meticulosamente desejado.Por mim, nenhum amor vive de um só coração. O meu não seria diferente.Sempre tive uma ideia de amor altruísta, embora nunca me imaginei capaz de sê-lo.Por ela, eu era capaz! E a cada ato realizado, surpreendentemente, eu era capazEu estava na U.T.I. da vida, desejando ardentemente a morte. Não uma morte lenta e sofrida, mas uma rápida, que de um susto dolorido me apagasse completamente.A morte não vinha, mas o vazio me ensurdecia. É impressionante como a gente descobre que o silêncio é capaz de fazer tanto barulho. Me debati, como a baleia se debate até perder a luta para o arpão do pescador.Cansada de lutar contra uma força invisível, decidi me recolher.Me exilei de mim, de volta a bolha, aquela impenetrável e segura bolha.Mas ela já não é a mesma, parece fria e miseravelmente vazia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Jogo

Ela estava parada lá, parecia agitada, falando em seu celular, gesticulava muito - era parte de sua personalidade gesticular - em pé na rodoviária da cidade ela esperava a minha chegada.
Eu havia saído de casa as 21:00, pegaria o ônibus da 0:00, eram 6 horas de viagem. Eu estava ansiosa por esse dia, afinal, conheceria a mulher que povoou meus sonhos naqueles últimos meses.
Creio que devo continuar esse relato do inicio dos eventos.
Eu havia encontrado um chat criado por um grupo de meninas que tinham um interesse comum ao meu, éramos fãs de duas jogadoras de volei, decidi participar, havia rumores de que essas jogadoras poderiam ser um casal, eu, assim como aquelas garotas, acreditava nessa hipótese piamente. Iniciava-se ali um elo de amizade entre nós. Ela estava online nesse chat, ávida por detalhes que pudessem confirmar nossas teses, nos primeiros dias daquele chat travamos longas conversas contendo informações bombásticas sobre esse casal - eram bombásticas até para mim que tenho uma imaginação além do comum - depois de um certo tempo falando sempre sobre aquelas jogadoras, começamos a perceber que entre todas nós do chat havia, se não um desejo, uma curiosidade imensa de também experimentar o que acreditávamos que aquelas jogadoras, nossas heroínas, experimentavam. Certo dia ela chegou meio desesperada, usava um tom aterrorizado para escrever-nos, pedia ajuda, não sabia como terminar com o namorado. Segundo ela, um cara violento, muito enciumado. Para completar, ela não sabia mais o que sentia, sabia que não o amava mais. Compadeci com aquela situação, decidi ajudá-la. Era preciso fazer com que ela criasse coragem de denunciá-lo, ele a agredira na noite passada. Tomada de uma raiva, que eu nunca havia sentido antes, pedi que ela me falasse em particular, que não conversássemos mais naquele chat, era um assunto delicado e particular, as outras meninas não pareciam se solidarizar com aquela historia, apenas eu me sentia tentada a ajudá-la. Não havia outro interesse em meus atos que não fosse o de ajudá-la a sair daquela situação constrangedora. Eu a conduzi numa conversa suave, tornando menos traumático o ato de compartilhar dos acontecimentos comigo. Eu estava cada vez mais comovida. Ela parecia carente, precisava de carinho e eu prontamente estava ali lhe estendendo as mãos. Nunca, antes, no mundo virtual, eu havia ouvido história parecida com aquela. Percebi que o que sentia já não era apenas compaixão. Ela agora me conduzia a um caminho, que eu só saberia mais tarde, que me levaria a um abismo sem volta. Com suas palavras ela me seduzia, me fazia acreditar que eu estava mudando sua vida, que por mim ela voltava a ter esperanças. Todos os dias nos falávamos, e quando, por qualquer motivo, isso não acontecia era com se estivéssemos no escuro, sem senso qualquer ou direção. Nos falávamos todos os dias havia um mês, ela chegou um tanto aflita, muito mais que nos dias em que sofria agressões do tipo verbais. - Eu acho que estou grávida, ela me disse. Meu coração disparou e meu corpo gelou como se eu estivesse numa câmara frigorífica. Ela parecia desesperada, como poderia ser, logo agora que tínhamos uma a outra, como faríamos? Seria justo que eu a ajudasse a criar o filho daquele homem?
Eu lhe dei meu apoio, lhe prometi meu coração. Até ali não havia percebido o tom mirabolante da história da qual agora eu também era personagem. Mesmo assim, o ímpeto de acreditar nela, o amor que sentia, eram mais fortes do que a razão que tentava me alertar. Sufoquei aquele vestígio de sensatez dentro de mim e pulei pra esse abismo sem sequer pesar os prós e os contras. Convenci ela a fazer o exame num diálogo longo e doloroso, me mostrei madura para aceitar que ela escolhesse trilhar um caminho do qual eu não faria parte, mas sofri terrivelmente a possibilidade de não tê-la mais em minha vida. Passado alguns dias ela chegou hesitante, estava com o exame nas mãos, demonstrava ter medo de abrir, eu insisti e finalmente ela tomou folêgo e coragem. Num êxtase convulsivo ela me contava o resultado, negativo, era óbvio demais pra eu continuar acreditando. Porém eu já não tinha mais nenhum resquício de razão. Estava cega por todo sentimento que aquela frágil menina me fazia conhecer. A internet, apesar de passarmos horas nos falando todos os dias, já não era mais suficiente, parecíamos ter a mesma vontade, queríamos nos falar mais. Trocamos telefone. Ela hesitou me ligar durante uma semana, e eu não seria a primeira a ligar, aliás nem gosto de telefone. Quando me ligou, criou um clima de medo me fazendo acreditar que estava me ligando escondida. Dizia que sua família era rica de dinheiro, mas pobre de afeto. Seu pai trabalhava muito, vivia viajando, sua mãe preocupada com os eventos que tinha que produzir. Ela era bailarina e me enchia os olhos com todo aquele sonho. O namorado continuava a perseguindo mesmo ela tendo, aparentemente, terminado com ele. Eu a convenci a contar a seus pais da tal perseguição. Nesta noite, em que eu acreditava que ela contaria, ele apareceu na casa dela. Ele a machucou violentamente, era isso que ela queria que eu soubesse, então inventou uma história no chat, pediu para ser excluida da lista e assim foi. Seus pais aterrorizados com a agressão de sua filha única decidiram sem hesitar. Ela ia estudar balé no exterior. Nossas conversas ao telefone eram sempre surpresas para mim, embora todo dia eu esperasse o telefone tocar. Depois desse ocorrido ela parecia hesitante ao falar comigo, seu tom era de tristeza. Eu pensava que era porque ela teria de me deixar para viver em outro país. Na verdade a tristeza era porque ela não aguentava mais mentir. Algumas conversas se seguiram e em todas ela tentava me contar uma coisa, mais sempre parava dizendo - Aconteça o que acontecer, eu gosto muito de você! Ela sabia que estava totalmente entregue ao que sentia por ela, se ela me pedisse eu me jogaria de um edifício. Enfim, um dia ela, entristecida, me disse que mentia tudo pra mim, eu, acreditando que ela fazia aquilo para que me afastasse dela, insisti para que ela me contasse. Ela suspirou e finalmente me contou, ela não tinha a idade que disse, não era bailarina e muito menos de família rica, seu namorado não era violento e nem sabia do que ela fazia na internet. Ela havia apostado com alguns amigos, valia um jogo de computador, ela ganharia esse jogo importado se fizesse alguma menina daquele chat se apaixonar por ela. Conquista fácil a dela. Eu estava perplexa com minha reação e, ao que parece, ela também. Eu indaguei - Porque está me contando, você ganhou o jogo, poderia ter simplesmente ido embora. Ela respondeu aflita - Eu estou te contando porque quebrei as regras do jogo, me apaixonei de verdade por você. Eu, ainda violentamente estúpida pela paixão, disse que a perdoava, que não sentia raiva e que a amava profundamente. Bem, de minha parte, o sentimento era verdadeiro. Eu a amava e ansiava pelo dia que a encontraria. Seguiram-se os dias, continuávamos nos falando. Cada dia que passava ela parecia mais apaixonada por mim, mais entregue. Nos falávamos também pelo telefone.
Ela dizia que já não fazia outra coisa se não pensar em como faríamos para nos ver. Enfim marcamos, era final de ano, eu juntei todo o dinheiro que tinha - meu salário, décimo terceiro salário e um presente de aniversário de meu pai - e fui para a rodoviária.
Chegamos ao ponto onde comecei esta inacreditável e ao mesmo tempo humilhante história da minha vida.
Quando a vi pela janela do ônibus, meu coração parecia querer sair pela boca, todas as terminações elétricas de meu cérebro pareciam chuva de fogos de artifício em noite de reveillon. Desci do ônibus desajeitada, tentei parecer natural para que ela não percebesse a minha ansiedade e nervosismo. Cheguei até ela, nos cumprimentamos, ela veio para um abraço formal parecendo não me conhecer. Eu a apertei contra mim, aquela desconhecida me era muito familiar. Em seguida caminhamos para uma praça ali perto, ela ia me mostrando o centro da cidade enquanto caminhávamos. Sentamos no banco da praça, esperando que a cidade começasse a se movimentar. Conversamos ali um pouco, sobre coisas da cidade dela, os costumes e coisas do tipo. Decidimos que iríamos a um lago que era o ponto mais bonito da cidade, ela me perguntou se queria ir de ônibus ou ir andando. A Convenci para que andássemos até lá. Era um lago muito bonito, envolto por um calçadão onde as pessoas caminhavam ou corriam exercitando-se. Em alguns pontos estratégicos haviam aparelhos de ginástica. O Sol estava a pino, escolhemos o lugar mais fresco. Eu não conseguia tirar os olhos de seu rosto. Ela falava sem parar, mais agora tinha um assunto, que não nos deixaria ao longo de minha estadia ali, o namorado. Me pediu para prestar atenção no que ela iria dizer, e então, num rompante de coragem, me pediu perdão pelo que havia feito comigo. Novamente eu disse que a desculpava e que gostava muito dela. Novamente decidimos caminhar, agora estávamos rumando para o hotel onde eu dormiria essa noite, a ansiedade me bateu novamente, afinal ficaríamos sozinhas, num lugar protegido de olhares preconceituosos. Fizemos a ficha e, imediatamente, um senhor nos conduziu até o quarto. Ali, calmamente, conversamos por horas. Finalmente ela começou a falar sobre nós, a dizer minhas qualidades, me tomou a mão e em seguida me pediu um abraço. Nessa hora, em minha mente, mil pensamentos passaram em frações de segundos, eu precisava tomar uma atitude rápida. Decidi que não queria que ela traisse o namorado, imaginando que depois desse nosso primeiro encontro ela terminaria com ele. Ela me dizia todos os dias que me amava, não havia motivos para que ela não terminasse, eu imaginava. Nos abraçamos apenas, não houve nada além desse abraço. O dia seguiu festivo, rimos, conversamos, eu agora era real para ela e ela era real para mim. Deixavamos de ser virtuais, eu queria crer. A noite caiu e ela precisava ir para casa, lá ninguem sabia da minha estada na cidade, ela tinha medo de que as pessoas olhassem com mals olhos, afinal, ela ainda tinha namorado. Eu demonstrei entender, querendo parecer madura, mas me enchi de um ciume dolorido, o qual tentei sempe esconder, embora eu saiba que tenha sido um esforço em vão. No dia seguinte, ela veio se despedir de mim, hoje posso ver nitidamente o plano dela, eu ia embora, não nos veríamos mais, e com o passar dos dias eu esqueceria aquela paixão irreal. Para mim o que aconteceria é que ela terminaria o seu namoro e em seguida viria a minha cidade para me ver, assim nós dividiríamos as visitas. Enfim, embarquei no ônibus de volta, enquanto a cidade dela ficava para trás um arrependimento tomava conta de minha mente - Porque não a beijei, porque não fiz dela minha quando tive a oportunidade, porque essa timidez estúpida. - Para fazer amigos eu sempre fui muito espontânea, mas quando se tratava de relacionamentos amorosos, uma timidez irritante me impedia de tomar certas atitudes que por certo mudariam minha vida. Quando voltamos a nos falar pela internet aquela por quem eu me apaixonara não existia mais. Cada dia mais ríspida comigo, até que ela resolveu acabar de vez com o meu martírio. - Eu nunca senti nada por você, eu nunca fui sua. - Dizia ela num tom grave. Desse dia em diante, meu mundo, meu castelo de areia caiu por terra. Eu estava no fundo do poço, aturdida, tentando entender.
A humilhação de ter sido apenas parte de um joguete, que não valia nada mais que um jogo de computador, faz parte de meu cotidiano agora.
Aqui, em público, para quem quiser ler, eu faço o MEA CULPA, era uma história mirabolante demais para que eu acreditasse. Acreditei e agora estou aqui sem saber como sair.